Os deficientes intelectuais têm possibilidades menor de lutar pelos seus direitos. Por isso, é necessário uma contribuíção dos que falam mais alto.
A Apae São Paulo é uma das assosiações que contribuem para o acesso à educação dos deficientes intelectuais em geral, e, também, aos que têm a deficiência associada à Síndrome de Down ou Transtorno do Espectro Autista. Além de educação, a Apae o ferece diversos serviços como inclusão no mercado de trabalho, acesso à cultura e arte, esporte e lazer.
Roseli Olher trabalha com educação especial há 28 anos e, hoje, é coordenadora pedagógica do atendimento educacional especial da Apae. O Mídia Jovem a entrevistou para elucidar algumas dúvidas em relação a educação dos deficientes intelectuais. confira:
Roseli Olher. Foto: arquivo pessoal
Mídia Jovem: Como é o atendimento educacional da Apae de São Paulo aos deficientes intelectuais?
Roseli Olher: É um atendimento feito por pedagogas especialistas, no contaturno das escolas. Eles vão duas vezes por semana e ficam consoco por uma hora e meia cada dia. Nós não trabalhamos com como reforço escolar: não pegamos o conteúdo que o aluno apresenta dificuldades na escola e reforçamos, essa não é a proposta do atendimento especial educacional. O objetivo do serviço é eliminar as barreiras que impedem esse aluno de se desenvolver amplamente. É feito uma avaliação individual nos alunos da APAE para descobrirmos as dificuladaes e as potencialidades do educando. Com nosso instrumento de sondagem, avaliamos cinco áreas de conhecimento: identidade e autonomia; socialização; raciocínio lógico matemático; linguagem oral e escrita e motrocidade. Mediante o resultado da análise, as pedagogas desenvolvem um projeto de atividades para trabalhar as dificuldades do aluno. Por exemplo:se ele tem dificuldade na linguagem oral e escrita, fazemos uma atividade que estimule o desenvolvimento da leitura e da escrita através dos nossos recursos. Com esse trabalho, o aluno exerce o que aprendeu na Apae dentro da sala de aula.
Roseli Olher: É um atendimento feito por pedagogas especialistas, no contaturno das escolas. Eles vão duas vezes por semana e ficam consoco por uma hora e meia cada dia. Nós não trabalhamos com como reforço escolar: não pegamos o conteúdo que o aluno apresenta dificuldades na escola e reforçamos, essa não é a proposta do atendimento especial educacional. O objetivo do serviço é eliminar as barreiras que impedem esse aluno de se desenvolver amplamente. É feito uma avaliação individual nos alunos da APAE para descobrirmos as dificuladaes e as potencialidades do educando. Com nosso instrumento de sondagem, avaliamos cinco áreas de conhecimento: identidade e autonomia; socialização; raciocínio lógico matemático; linguagem oral e escrita e motrocidade. Mediante o resultado da análise, as pedagogas desenvolvem um projeto de atividades para trabalhar as dificuldades do aluno. Por exemplo:se ele tem dificuldade na linguagem oral e escrita, fazemos uma atividade que estimule o desenvolvimento da leitura e da escrita através dos nossos recursos. Com esse trabalho, o aluno exerce o que aprendeu na Apae dentro da sala de aula.
Como os alunos conseguem o atendimento educacional especial da Apae?
Nas escolas municipais, o encaminhamento é feito pelas pedagogas das escolas, pois temos convênio com a prefeitura. Já nas escolas estaduais e particulares, os pais têm que procurar a Apae para o atendimento educacional especial no contraturno do aluno. O nosso serviço é feito aos alunos de faixa etária de obrigatoriedade escolar(4 à 17 anos e onze meses). O número para agendar a triagem na Apae é o 11 5080-7000.
É feito algum atendimento nas escolas e com as famílias dos alunos?
Sim. As pedagogas vão até a escola fazer observação e fazem uma reunião com professores e corrdenadora pedagógica para verificar as dificuldades dos alunos DI nos conteúdos passados em sala de aula. Mediante o conteúdo passado em sala e a avaliação da Apae, elaboramos estratégias junto com o professor para que o aluno que tem dificuldade em alguma matéria elimine essa barreira. A orientação à família é feita por nossas assistentes sociais. Orientam a família à buscarem os direitos, ajudam nas estratégias de convivência doméstica. Também trabalham a superproteção familiar que pode prejudicar o desenvolvimento do DI por não acreditar no potencial dele e/ou fazer por ele atividades pelo filho(a). Não há possibilidade de fazermos um trabalho com o aluno sem a intervenção nas escolas e nas famílias.
Como é a ação das escolas públicas no atendimento educacional especial?
A inclusão avançou muito, já estamos há mais de dez anos. No começo foi muito complicado a aceitacao das escolas e dos professores. Atualmente não tem mais resistencia por conta do decreto, o 7611/08, que garante a frequência dessas pessoas em escolas regulares do ensino público. Eles têm direito de frequentar os mesmos espaços educacionais que os outros alunos. e Eles têm direito ao atendimento educacional no contraturno. Algumas escolas municipais possuem salas multifucionais com professor especialista, que é o atendimento do contraturno. Como nem todas têm esse atendimento, as escolas do município e do estado de São Paulo fazem convênios com instituiçoes para fazer esse serviço. Assim, muitos alunos que não fazem parte da Apae ou de outra instituição que oferefce esse serviço, são pejudicados. Falta muitos recursos no sistema educacional de São Paulo. Nas escolas que trabalhamos vemos que falta professores, não tem auxiliar na sala de aula, tem muitos alunos para um só professor, muitos professores não são capacitados para lidar com os alunos DI, muitos docentes são resistentes a ação de educação especial e o único recurso de aprendizado é lousa. O sistema educacional está defazado e prejudica à todos os alunos, e os que têm uma necessidade maior são mais afetado.
Na sua perspectiva, como é ação do Estado em ajudar essas pessoas?
Bom, nas escolas estaduais de São Paulo não tem pedagogos capacitados para lidar com educação especial. Já nas escolas municipais é diferente: os profissionais têm um serviço de capacitação. No município de São Paulo tem 13 diretorias de ensino e todas usam o serviço do Centro de Formação e Apoio Escolar. O Cefae possui profisionais com especializações em deficiência que dão apoio à prefeitura. Mas ainda falta recursos diferenciados para que o aprendizado seja mais estimulante, como recursos audiovisuais, jogos, estratégias dinâmicas que incitam o aluno à se aprender. Falta muito para o sistema educacional cumprir o que está previsto na lei.
Como essas pessoas são mais prejudicadas, em relação à educação?
Com o ensino educacional regular. As dificuldades como socialização, autonomia e/ou independência, a gente consegue trabalhar de uma forma mais fácil. A maior dificuldade que a gente encontra no deficiente intelectual é o aprendizado do ensino regular.

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